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sábado, 24 de março de 2012

Doença maldita!


Anjinha Isadora foi morar com papai do céu com 5 meses
Fibrose cística! Eu já tinha ouvido falar dessa doença! Mais conhecida como a doença do beijo salgado. Mas, ouvir falar é uma coisa e saber que sua bebezinha tem uma doença dessas e a expectativa de vida é 20 a 30 anos de sobrevida é desumano para uma mãe que acabou de ter seu primeiro filho e antes do tempo!Eu não queria saber de expectativa de vida eu queria que minha filha vivesse sem eu saber quando ela iria morrer, ou melhor, eu queria ir antes dela... O problema é que a gente não sossega quando ouve falar de uma doença você vai ao Google e lá tem informações da pior forma possível...


Mas, foi depois de ter perdido minha filha por F.C que me espantei com a quantidade de mulheres que conheci por todos os cantos do país, principalmente pelo Orkut que passaram pelo mesmo problema, pelas mesmas angústias, algumas histórias com finais felizes(crianças em tratamento) e outras de finais desastrosos, como a minha como da mamãe da Isadora, da mamãe da Amanda e da mamãe da Pamela...
Anjinha Pamela foi morar com papai do céu com 3 anos
E o pior é que a maioria dessas crianças assim como a Letícia não morreram em virtude da doença, mas por terem encontrado profissionais de saúde que se dizem especialistas,mas que na verdade são verdadeiros incompetentes que não se prestam a nem estudar sobre a doença,que já não é nova,e ainda são considerados bons profissionais,mas, eu penso que os verdadeiros assassinos não estão presos e muitos como esta pediatra da Letícia ainda goza de muita fartura e felicidade com sua filha!!! 
 
Quando essas coisas acontecem, nos pegam de surpresa e nos maltratam... Buscamos incansavelmente um alguém que tenha passado por algo parecido para que possamos compartilhar a dor, nova e inevitável. Pensamentos, suposições e incertezas tomam conta das mães que não se cansam de imaginar como poderia ter sido diferente e perguntam-se inúmeras vezes o porquê de terem sido escolhidas a passar por enorme tristeza. Aprendemos pela pior das formas que Deus não é justo, pois enquanto muitas mulheres desejam com grande fervor tornarem-se mães, outras tantas abandonam, ou matam seus filhos.
Anjinha Amanda foi morar com papai do céu com 4 anos

Há quem prefira o silêncio para viver a sua dor, inimaginavelmente ignorando-a como forma de fugir da realidade. Entramos num deserto após a perda de um filho e por lá, horas pensamos em ficar, horas em sair. Há neste lugar um misto de desejos incontroláveis com suas peculiaridades. Enquanto recriamos a nossa maneira de enfrentá-lo, diversas vozes que não queremos escutar surgem de todas as direções. Somos obrigadas a aceitar discursos pré prontos repletos de boas intenções, afinal não há muito o que se fazer quando as pessoas se deparam com uma mãe órfã de filho.   
Entretanto, acredito que cabe a nós decidirmos com quem vamos compartilhar este deserto. Através do diálogo com o outro é que nos tornamos mais fortes e capazes de realizar travessias perigosas por dias de tempestades. A cada dia juntos nos fortalecemos e preparamos para os raios de sol, sim, dias claros e bonitos certamente virão, apesar de acompanhados da incerteza de quanto tempo permanecerão.
TE AMO MINHA MENININHA SALGADINHA!!!!!!!!!!