terça-feira, 30 de junho de 2015

Espero...

Letícia minha anjinha! Espero ansiosa o dia em que vamos nos reencontrar o dia que vou poder te abraçar não só na imaginação, te encher de beijos e te ninar para sempre....

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Frio...Você!

Dias de frio, dias de chuva, só me fazem lembrar-me de você... Desde a noite que você nasceu choveu, esfriou e assim foi toda a tua vidinha...
Te amo!

sábado, 27 de junho de 2015

Um dia o arco-íris passou por minha casa.

A Criança-anjo e o arco-íris
Quando era criança me disseram que no fim do arco-íris havia um pote de ouro.
Pensei logo: “Nossa” vou ser “dono” de um tesouro.
Nos anos que sobravam da meninice, armado de um estilingue, eu tornei-me um intrépido caçador de arco-íris.
Certa vez, enquanto atravessava um campo em desabalada carreira, com os olhos fitos nas cores do horizonte, caí.
A serpente da desesperança, que sempre espreitava, deu o bote e me picou. Destilou todo seu veneno, mortal para os sonhos nascidos puros.
Quando levantei o arco-íris ainda estava lá, mas eu não queria continuar, havia perdido a FÉ.
Passaram-se os anos e já nem me recordava, mas não era o fim.
Podemos haver desistido do arco-íris, ainda assim, por uma GRAÇA, ele vem até nós. Um dia o arco-íris passou por minha casa.
Trouxe consigo, brincando de “escorregador”, um anjo aprendiz disfarçado de criança especial, um tesouro com o qual não sonhara.
Essa criança-anjo, sem a menor cerimônia, enfiou sua mãozinha dentro do meu peito e segurou meu coração, apertou tanto que quase me matou.
Quando soltou, seus dedos tinham deixado marcas, que inflamam ao sabor dos seus suspiros.
Depois povoou minha casa de sorrisos mágicos, capazes de inebriar a alma, deixando todos meio que “loucos” de felicidade.

Desde então, eu e minha família temos vivido como dizia um poeta (do qual não me recordo): “A vida não é para ser contada pelo número de respirações, mas pelo número de vezes que perdemos o fôlego”. Autor (a): José Carlos da Silva

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Saudade...

Letícia
"Quando eu acordei pela manhã
Tive vontade de apertá-la em meus braços
Só a saudade encontrei no seu lugar
Fui revivendo o nosso amor passo a passo
Em pensamento eu ainda pude ver
...
Você marcou demais como marcou
Me deu amor e paz depois levou
Tento fingir que foi um sonho
E que tudo acabou
Mas é impossível sim você marcou pra mim"

(Você Marcou Pra Mim -   Ataíde e Alexandre)

quinta-feira, 25 de junho de 2015

NÃO CHORES MAMÃE; TU NÃO DEIXAS EU SER FELIZ!

               Cada cartinha que encontro é como se fosse a cartinha da Letícia para mim!

NÃO CHORES MAMÃE; TU NÃO DEIXAS EU SER FELIZ!
Quero apenas dizer: alô, mamãe, alô papai, não chorem mais, porque fará mal a vocês e está fazendo muito mal para mim.
Estou em um lugar lindo, maravilhoso, é como num conto de fadas; há muitas crianças, meninos e meninas como eu; apenas não sei dizer onde estou; quero tranquiliza-los dizendo que estou viva, todos gostam de mim e eu gosto de todos. Somos tratados com muito carinho; voltei a estudar e também brincamos como as crianças da nossa cidade.
Sei que não voltarei para casa junto de vocês; nenhuma criança voltará. Não estamos presas, temos liberdade, mas obedecemos as ordens de uma superiora que faz o papel de nossa mãe aqui.
Não estamos em asilo, não; não vestimos roupas iguais; cada um tem suas roupas, sapatos e meias diferentes.
Se não estamos mais felizes, é porque os nossos pais choram muito e nós não podemos enxugar as lágrimas deles, não podemos acariciar seus rostos e dizer aos seus ouvidos, num sussurro: “Papai, mamãe, não chore, eu estou aqui, estou viva como antes”.
Teve festa no meu aniversário, com bolo de velinhas e tudo mais; as mães, tias e amiguinhos cantaram parabéns a você; eu chorava e ria, era uma alegria misturada com tristeza; pensava em vocês e senti muita vontade de voltar para casa naquele dia de lágrimas e risos.
No início eu tive muito medo; não podia esquecer os acontecimentos terríveis e desesperadores, vivia angustiada e tinha crises de pavor que deixava todos muito preocupados. Passei um tempo isolada das minhas amiguinhas, mas a enfermeira- mãe dormia comigo no mesmo quarto. Ela é maravilhosamente boa para mim; muitas noites eu adormecia no colo dela para depois ser colocada na cama e até hoje, quando tenho medo, ela toma da minha mão e reza comigo; então eu fico calma e adormeço.
O médico disse que, antes de vir para cá, eu tive um pesadelo terrível e fiquei traumatizada (ele explicou o significado desta palavra, mas agora não lembro mais).
O médico disse também que toda aquela história que eu contei para ele, que foi uma coisa terrível e tenho muito medo que aconteça outra vez, ele garante que foi um pesadelo. Disse-me que eu estudasse bastante e que, mais tarde, ele me ajudará a compreender o porquê daqueles horrores que sofri. Sou ainda muito criança e, se ele falar muito, eu vou me confundir.
Minha mãe-enfermeira é quem me leva ao consultório para eu conversar com o Doutor; quando ando muito assustada, temo encontrar novamente com os homens maus que me judiaram, por isso não vou sozinha a lugar nenhum.
O doutor que me trata não é moço, mas também não posso dizer que ele é velho; acho que gosto muito dele; só ainda não consigo abraça-lo nem pegar nada que ele me ofereça; fico envergonhada, mas não posso aceitar, me dá um medo por dentro, apesar de saber que ele é bom e de eu estar junto da minha amiga e mãe aqui.
Mamãe não fiques triste por eu chamar outra mulher de mãe; a minha verdadeira mãe continua sendo tu. Sabes que eu sou muito criança e preciso de alguém que me proteja, e estou longe de ti. Ela é muito boa e eu gosto dela. Ela adivinha quando estou sentindo meus temores e logo vem em meu auxilio, faz que eu tome de uma água cristalina, que até parece calmante.
Tenho medo do escuro, tenho medo da noite, não fico sozinha; tenho medo que os monstros me ataquem na calada da noite.
Minha mãe daqui diz que é o trauma do pesadelo; ela disse que vou crescer, vou ficar moça, mas posso continuar morando com ela até perder o medo de dormir sozinha. Posso até trabalhar aqui junto dela, porque há sempre muito que fazer, por ser um internato especial para crianças.
À medida que vamos crescendo, vamos para outras instituições, para completar os estudos.
Fica tranquila, mamãe, porque eu não vou sair daqui, não andarei sozinha nem me apartarei da minha mãe-enfermeira.
Não chores mamãe, tu não deixas eu ser feliz e perder o medo. Sei que não é por mal, porque tu gostas muito de mim, apenas tu não sabes que eu estou viva; tu pensas que eu morri.
Pena que tu não podes vir aqui me ver, mas não chores mais, tá, mamãe! É a tua filhinha quem te pede; vai ser bom para nós duas.
Gostaria de ir em casa para acariciar teu rosto e o rosto do papai, beijá-los e dizer: “Olhem, estou viva!” 
Aracely
Trecho do Livro:  Ah! Se eu soubesse... Volume lV
Perdoe-me Letícia! Te amo!
Mamãe

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Dia feliz!

Saindo da incubadora!
Chegando em casa!
Com certeza o dia mais feliz da minha vida há 4 anos foi hoje! O dia que você nasceu eu estava nervosa pensando como seria, mas no dia como hoje te levei para casa! Pensei que começaríamos uma vida para sempre juntas! Pensei que o pior já tinha passado... Te amo!
Primeiro soninho em casa!