domingo, 23 de julho de 2017

Que dor é essa?


Que dor é essa que faz o ser perder o chão , ficar sem rumo, vagar em vez de andar?
Que dor é essa que arranca o coração e todo sentimento se transforma em saudade ?
Que dor é essa que dilacera os músculos, os ossos, todos os órgãos, a alma?
Que dor é essa que faz o dia ser uma eterna noite sombria e sem estrelas?
Que dor é essa que derrama dos olhos lágrimas que mais se assemelham a lava que queima e destrói o caminho por onde passa?
Que dor é essa que transforma a respiração em estado de coma?
Que dor é essa que nubla os sentidos e nos torna sonâmbulos da vida?
Que dor é essa que arrasta os sonhos e os transformam em pesadelos?
Que dor é essa que isola corações e nos prende a incerteza?
Que dor é essa que dói, dói muito, uma dor sem fim, a dor ?
É a mesma dor que acorda o ser .
É a mesma dor que faz o ser pensar sobre os porques da vida.
É a mesma dor que empurra alma em busca de si mesma.
É a mesma dor que dita a obrigação do pensar.
É a mesma dor que transforma saudade em ação positiva.
É a mesma dor que afirma que não há distâncias para quem se ama.
É a mesma dor que ensina, educa, demonstra a urgência em se modificar.
É a mesma dor necessidade , evolução, progresso.
É a maior dor , mas pode se transformar na dor capaz de modificar existências e afirmar que amor não se separa, não morre, não acaba .
É a dor do amor.
Que dor é essa?
A dor da perda de um filho...
Fábio Figueiredo

sábado, 22 de julho de 2017

saudade de um tempo bom

Foram 54 dias vividos na maior intensidade que se pôde. Foram sonhos, planos, conversas ... Já amava bem antes de saber de sua existência e nesse tempo que passou conosco o amor só aumentava de uma forma que parecia não caber no peito. Lembro com amor e saudade de um tempo bom, onde não havia espaço para tristeza, onde o choro era de alegria, ansiedade. Onde parecia que o sol habitava em mim e na minha casa. Foram dias lindos, dias com você! Te amo Letícia!

sexta-feira, 21 de julho de 2017

A Morte Devagar

"Morre lentamente quem não viaja,/ quem não lê,/ quem não ouve música,/ quem não encontra graça em si mesmo./ Morre lentamente/ quem destrói seu amor próprio,/ quem não se deixa ajudar..."
Martha Medeiros

Morre lentamente uma mãe que perdeu uma filha única, que não pode ter mais filhos, que tem muita saudade, uma saudade de corroí o coração, e que não aceita a sua partida,que não aceita esta vida, que não aceita esta morte e que ainda não aprendeu a lidar com esta dor, e que perdeu a alegria de viver no dia 10/08/2011.

quinta-feira, 20 de julho de 2017

O Adeus

 Hoje eu sei porque a um tempo atrás eu não fui embora, Não fui porque temia sentir essa dor que estou sentindo agora... Temia dizer adeus... Temia te perder. Hoje a fome não me dói.. A cede não me importa... O sono não me encontra... As cores não existem... Os sons não me agradam... O tempo não passa... A minha mente não descansa... A sua falta me preocupa... A saudade me consome... A vida me perde.... Difícil é conseguir andar pra frente quando você perde o motivo pelo qual caminha... Difícil olhar para trás e saber que o tempo não retorna... Difícil não entender e tentar explicar... Difícil é perder e não poder chorar... Difícil é saber e não querer acreditar... Rafael Torres

quarta-feira, 19 de julho de 2017

É o que me resta...

Me restam lembranças, dias de luta, mas a palavra final é tua Senhor, em tuas mãos entrego a minha vida e da minha família, Letícia como sinto sua falta, quanta saudades

terça-feira, 18 de julho de 2017

Foi hoje....

É o direito de sentir saudades...
"Quando sua filha partiu?"
Prezados:
Sempre foi hoje... em qualquer coração de mãe.

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Primeiro, único e último mês...

Há 6 anos comemorei teu primeiro mês de vida, sem saber que seria o último ou único mês...Ah se eu soubesse, ah se eu pudesse ter evitado...Será que poderia? Como estaríamos? Nunca saberei...Te amo