terça-feira, 30 de junho de 2015

Espero...

Letícia minha anjinha! Espero ansiosa o dia em que vamos nos reencontrar o dia que vou poder te abraçar não só na imaginação, te encher de beijos e te ninar para sempre....

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Frio...Você!

Dias de frio, dias de chuva, só me fazem lembrar-me de você... Desde a noite que você nasceu choveu, esfriou e assim foi toda a tua vidinha...
Te amo!

sábado, 27 de junho de 2015

Um dia o arco-íris passou por minha casa.

A Criança-anjo e o arco-íris
Quando era criança me disseram que no fim do arco-íris havia um pote de ouro.
Pensei logo: “Nossa” vou ser “dono” de um tesouro.
Nos anos que sobravam da meninice, armado de um estilingue, eu tornei-me um intrépido caçador de arco-íris.
Certa vez, enquanto atravessava um campo em desabalada carreira, com os olhos fitos nas cores do horizonte, caí.
A serpente da desesperança, que sempre espreitava, deu o bote e me picou. Destilou todo seu veneno, mortal para os sonhos nascidos puros.
Quando levantei o arco-íris ainda estava lá, mas eu não queria continuar, havia perdido a FÉ.
Passaram-se os anos e já nem me recordava, mas não era o fim.
Podemos haver desistido do arco-íris, ainda assim, por uma GRAÇA, ele vem até nós. Um dia o arco-íris passou por minha casa.
Trouxe consigo, brincando de “escorregador”, um anjo aprendiz disfarçado de criança especial, um tesouro com o qual não sonhara.
Essa criança-anjo, sem a menor cerimônia, enfiou sua mãozinha dentro do meu peito e segurou meu coração, apertou tanto que quase me matou.
Quando soltou, seus dedos tinham deixado marcas, que inflamam ao sabor dos seus suspiros.
Depois povoou minha casa de sorrisos mágicos, capazes de inebriar a alma, deixando todos meio que “loucos” de felicidade.

Desde então, eu e minha família temos vivido como dizia um poeta (do qual não me recordo): “A vida não é para ser contada pelo número de respirações, mas pelo número de vezes que perdemos o fôlego”. Autor (a): José Carlos da Silva

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Saudade...

Letícia
"Quando eu acordei pela manhã
Tive vontade de apertá-la em meus braços
Só a saudade encontrei no seu lugar
Fui revivendo o nosso amor passo a passo
Em pensamento eu ainda pude ver
...
Você marcou demais como marcou
Me deu amor e paz depois levou
Tento fingir que foi um sonho
E que tudo acabou
Mas é impossível sim você marcou pra mim"

(Você Marcou Pra Mim -   Ataíde e Alexandre)

quinta-feira, 25 de junho de 2015

NÃO CHORES MAMÃE; TU NÃO DEIXAS EU SER FELIZ!

               Cada cartinha que encontro é como se fosse a cartinha da Letícia para mim!

NÃO CHORES MAMÃE; TU NÃO DEIXAS EU SER FELIZ!
Quero apenas dizer: alô, mamãe, alô papai, não chorem mais, porque fará mal a vocês e está fazendo muito mal para mim.
Estou em um lugar lindo, maravilhoso, é como num conto de fadas; há muitas crianças, meninos e meninas como eu; apenas não sei dizer onde estou; quero tranquiliza-los dizendo que estou viva, todos gostam de mim e eu gosto de todos. Somos tratados com muito carinho; voltei a estudar e também brincamos como as crianças da nossa cidade.
Sei que não voltarei para casa junto de vocês; nenhuma criança voltará. Não estamos presas, temos liberdade, mas obedecemos as ordens de uma superiora que faz o papel de nossa mãe aqui.
Não estamos em asilo, não; não vestimos roupas iguais; cada um tem suas roupas, sapatos e meias diferentes.
Se não estamos mais felizes, é porque os nossos pais choram muito e nós não podemos enxugar as lágrimas deles, não podemos acariciar seus rostos e dizer aos seus ouvidos, num sussurro: “Papai, mamãe, não chore, eu estou aqui, estou viva como antes”.
Teve festa no meu aniversário, com bolo de velinhas e tudo mais; as mães, tias e amiguinhos cantaram parabéns a você; eu chorava e ria, era uma alegria misturada com tristeza; pensava em vocês e senti muita vontade de voltar para casa naquele dia de lágrimas e risos.
No início eu tive muito medo; não podia esquecer os acontecimentos terríveis e desesperadores, vivia angustiada e tinha crises de pavor que deixava todos muito preocupados. Passei um tempo isolada das minhas amiguinhas, mas a enfermeira- mãe dormia comigo no mesmo quarto. Ela é maravilhosamente boa para mim; muitas noites eu adormecia no colo dela para depois ser colocada na cama e até hoje, quando tenho medo, ela toma da minha mão e reza comigo; então eu fico calma e adormeço.
O médico disse que, antes de vir para cá, eu tive um pesadelo terrível e fiquei traumatizada (ele explicou o significado desta palavra, mas agora não lembro mais).
O médico disse também que toda aquela história que eu contei para ele, que foi uma coisa terrível e tenho muito medo que aconteça outra vez, ele garante que foi um pesadelo. Disse-me que eu estudasse bastante e que, mais tarde, ele me ajudará a compreender o porquê daqueles horrores que sofri. Sou ainda muito criança e, se ele falar muito, eu vou me confundir.
Minha mãe-enfermeira é quem me leva ao consultório para eu conversar com o Doutor; quando ando muito assustada, temo encontrar novamente com os homens maus que me judiaram, por isso não vou sozinha a lugar nenhum.
O doutor que me trata não é moço, mas também não posso dizer que ele é velho; acho que gosto muito dele; só ainda não consigo abraça-lo nem pegar nada que ele me ofereça; fico envergonhada, mas não posso aceitar, me dá um medo por dentro, apesar de saber que ele é bom e de eu estar junto da minha amiga e mãe aqui.
Mamãe não fiques triste por eu chamar outra mulher de mãe; a minha verdadeira mãe continua sendo tu. Sabes que eu sou muito criança e preciso de alguém que me proteja, e estou longe de ti. Ela é muito boa e eu gosto dela. Ela adivinha quando estou sentindo meus temores e logo vem em meu auxilio, faz que eu tome de uma água cristalina, que até parece calmante.
Tenho medo do escuro, tenho medo da noite, não fico sozinha; tenho medo que os monstros me ataquem na calada da noite.
Minha mãe daqui diz que é o trauma do pesadelo; ela disse que vou crescer, vou ficar moça, mas posso continuar morando com ela até perder o medo de dormir sozinha. Posso até trabalhar aqui junto dela, porque há sempre muito que fazer, por ser um internato especial para crianças.
À medida que vamos crescendo, vamos para outras instituições, para completar os estudos.
Fica tranquila, mamãe, porque eu não vou sair daqui, não andarei sozinha nem me apartarei da minha mãe-enfermeira.
Não chores mamãe, tu não deixas eu ser feliz e perder o medo. Sei que não é por mal, porque tu gostas muito de mim, apenas tu não sabes que eu estou viva; tu pensas que eu morri.
Pena que tu não podes vir aqui me ver, mas não chores mais, tá, mamãe! É a tua filhinha quem te pede; vai ser bom para nós duas.
Gostaria de ir em casa para acariciar teu rosto e o rosto do papai, beijá-los e dizer: “Olhem, estou viva!” 
Aracely
Trecho do Livro:  Ah! Se eu soubesse... Volume lV
Perdoe-me Letícia! Te amo!
Mamãe

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Dia feliz!

Saindo da incubadora!
Chegando em casa!
Com certeza o dia mais feliz da minha vida há 4 anos foi hoje! O dia que você nasceu eu estava nervosa pensando como seria, mas no dia como hoje te levei para casa! Pensei que começaríamos uma vida para sempre juntas! Pensei que o pior já tinha passado... Te amo!
Primeiro soninho em casa!

terça-feira, 23 de junho de 2015

Lembranças...

Lembro que eu queria tirar as fotos de você na incubadora depois da cirurgia o papai não, ele dizia que não queria ter essa lembrança, então o convenci dizendo que você gostaria de ver quando crescesse, então o papai concordou...Mas quando você ficou na UTI eu não tive vontade de tirar fotos...Não quis guardar aquela lembrança horrível...Te amo!

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Você!

Letícia quero te lembrar, que de todas as coisas do mundo... Eu só queria uma coisa: que você tivesse ficado !

domingo, 21 de junho de 2015

Lembranças

Letícia anjinha linda da mamãe! Saudade de poder estar contigo mais uma vez... Esses dias que lembram os dias que passamos juntas... Doem muito... Faz-me lembrar de cada segundo que estive ao seu lado... Há essa hora eu estava tirando meu leite para levar para você no hospital... Ficar contigo... Amo-te minha pequena... Tenho certeza que essa dor vai passar quando eu me encontrar com você... Te amo!!

sábado, 20 de junho de 2015

Para o Papa Francisco, é devastadora a experiência de um pai ou de uma mãe que perde um filho.

Muita coincidência no dia 17/06/2015,aniversario da Letícia a fala do Papa:

O Papa fala sobre a sobrevivência diante do luto

Por Centro Vocacional
Se nos deixarmos amparar por esta fé, a experiência do luto pode gerar uma solidariedade mais forte pelos elos familiares.
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Na catequese de hoje, 17, em frente a 25 mil fiéis na Praça de São Pedro, o Papa Francisco, seguindo a sua série de catequeses sobre a família, falou da angustiante experiência de luto. Para o Sumo Pontífice, a fé e o poder do amor são capazes de impedir que a morte torne vão nosso sofrimento e não nos permita cair no mais escuro vazio. Ele também convidou os sacerdotes a não negar a experiência de chorar, mas para dar o testemunho às famílias de que a morte não tem a última palavra.
Baseando-se na perícope do Evangelho de Lucas, onde se apresenta a “viúva de Naim”, o Papa falou sobre a compaixão de Jesus, movido pela tristeza de uma viúva que perdeu seu único filho. Jesus é impulsionado pelo amor e ressuscita o jovem. É nesta direção que o Santo Padre dirige a sua reflexão falando sobre a experiência da morte, que afeta todas as famílias, mas “nunca é capaz de parecer natural”.
Para o Papa Francisco, é devastadora a experiência de um pai ou de uma mãe que perde um filho.
“Para os pais, sobreviver, tendo perdido um filho, é algo particularmente dilacerante, que contradiz a natureza fundamental das relações que dão sentido à família. A perda de um filho ou uma filha é como um buraco no tempo: abre um abismo que engole o passado e também o futuro. Quando a morte tira o filho pequeno ou jovem, é como um tapa nas promessas, nos dons e sacrifícios de amor que alegremente fizemos nascer.” O Santo Padre reconhece, também, que essa experiência é tão dolorosa que toda a família fica paralisada. O mesmo acontece para o menor que fica órfão e, com sofrimento, se pergunta quando voltará seu pai ou sua mãe.
Para o Sumo Pontífice a morte é como um buraco negro que se abre na vida das famílias e a que não podemos dar nenhuma explicação. E, por vezes, acaba-se culpando ou negando o próprio Deus pela dolorosa experiência. “Eu os entendo”, disse o Papa, reconhecendo que se trata de uma grande dor.
E, prosseguindo a sua explicação, o Santo Padre disse que a morte física tem “cúmplices”, que chegam a ser piores do que ela, como o ódio, a inveja, a soberba e a avareza. O pecado faz com que esta realidade seja ainda mais dolorosa e injusta.
“Pensemos na absurda ‘normalidade’ com a qual, em certos momentos e lugares, os eventos que acrescentam horror à morte são provocados pelo ódio e pela indiferença de outros seres humanos. O Senhor nos liberte de nos acostumarmo-nos com isso!”
Francisco diz que Jesus nos ensina a não temer a morte, mas vivenciá-la de forma humana, pois Ele mesmo chorou e ficou conturbado ao presenciar o luto de uma família querida. A esperança nasce das palavras de Cristo à viúva que perdeu seu filho: “Jesus o restituiu à sua mãe”. “Esta é a nossa esperança, que o Senhor nos restituirá todos os nossos caros”, disse o Papa.
Se nos deixarmos amparar por esta fé, a experiência do luto pode gerar uma solidariedade mais forte pelos elos familiares, uma nova fraternidade com as famílias que nascem e renascem na esperança. Esta fé nos protege seja do niilismo, seja das falsas consolações supersticiosas, e nos confirma que a morte não tem a última palavra.

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Eu não compreendia..

Há quatro anos acordei no hospital com você nos braços, estava com uma vontade louca de ir para casa com você é claro! Para isso bastava meu médico passar e me dar alta o que aconteceu e a pediatra passar e te dar alta...O que não aconteceu...Veio a pediatra me falar coisas que eu não compreendia...Era tudo tão louco...Como pode? Primeiro você me da um susto ao nascer prematura e agora... Você parecia tão saudável? Porque? O que eu fiz? Ela falava tão rápido e falava em cirurgia e falava em junta médica e falava em raio x e falava... e eu simplesmente comecei a chorar...E ela me disse: “ se fosse minha filha eu também choraria.” Tive medo de te perder naquele dia, tive medo de te ter nos braços invés de te levar para casa fui observar te colocarem numa incubadora, você estava correndo risco de vida. Fui para casa somente com papai, foi horrível chegar em casa e ver teu bercinho montado e você... A tarde foi feita a cirurgia...Eu já estava esperando o pior...Mas você resistiu! 

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Ontem...

Ontem... Foi um dia difícil... Pensei muito em não ir trabalhar... Acabei indo... No trabalho consegui me controlar... Até às 11h da manhã quando tive que disfarçar muito para não deixar transparecer... Então na rodoviária desabei... E assim foi no ônibus... No outro ônibus... Ao chegar na casa da mãe tentei disfarçar...Tentei... Fui à missa que o papai mandou rezar... Chorei... Não era lá que eu queria estar, não é aqui... Eu só queria ter você Letícia... Te amo!

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Feliz aniversário minha amada!

Hoje deveria ser um dia alegre. Há quatro anos a esta hora eu estava com a Letícia nos braços. Hoje eu poderia ter levantado da cama e ter dado um beijinho nela e ter dito: “Feliz aniversário minha querida filhinha” e dizer o quanto ela é especial para mim. Ao invés disso, vivo nesse vazio de dor e saudade...

Primeira mamada 
Primeira foto da Família
Primeira foto com papai


Letícia hoje você estaria completando 4 aninhos anjinha da mamãe.
Parabéns minha linda e amada filha sei que o céu está em festa, corra, brinque, sorria, pule nas nuvens esteja feliz sempre meu amor sei que você é feliz ! Porque sei que você não poderia está em melhores mãos, mas sei também que sem você a minha vida nunca mais foi à mesma depois de ter te perdido o melhor de mim foi com você agora o que me resta hoje é a saudade e a lembrança do dia em que você nasceu e quando a pediatra me mostrou já saindo do centro cirúrgico e você me olhava com seus olhinhos bem vivos como se quisesse me dizer; “mamãe cheguei antes para ficar mais um tempinho com você”.
Letícia sinta meu beijo e um cheiro cheio de amor carinho e ternura, tudo de mais puro e verdadeiro que somente uma mãe pode desejar e sentir a uma filha amada.
Parabéns pra você meu amor. Eternamente te amo.
Você sempre será a minha filha amada...


Eu te amo Letícia. 

terça-feira, 16 de junho de 2015

Lembro...

Hoje me lembro dos últimos momentos que a tinha dentro de mim... Se tivesse ficado mais um pouco... Quem sabe?

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Semana difícil...


Esta semana será difícil para mim... Carregada de lembranças... Só não mais difícil que a semana que marca sua despedida em agosto.

Hoje lembro o dia em que tirei as fotos com minha anjinha no ventre há quatro anos... Saudades... 

domingo, 14 de junho de 2015

O Bordado...

Quando eu era pequeno, minha mãe costumava cozer muito. Eu me sentava perto dela e perguntava quê estava fazendo. Ela me respondia que estava bordando.
Sendo eu pequeno, observava desde abaixo o seu trabalho, por isso eu reclamava dizendo-lhe que só via uns fios feios. Ela sorria, olhava para baixo e dizia:
- “Filho, vai brincar lá fora um tempinho e quando eu tiver terminado o bordado te colocarei no meu colo e você o verá desde acima”.
Eu me questionava por quê ela usava alguns fios escuros e por quê me pareciam tão desordenados desde onde eu estava. Mais tarde escutava a sua voz dizendo-me:
- “Filho, vem, senta no meu colo”.
Eu o fazia imediatamente e me surpreendia e me emocionava ao ver a formosa flor ou o belo entardecer no bordado. Não podia acreditar; desde abaixo só via alguns fios enrolados. Então minha mãe me dizia:
- “Meu filho, desde abaixo se vê confuso e desordenado, porém você não percebia que por cima havia um plano. Eu tinha um desenho formoso.
Agora olha desde a minha posição, veja como está bonito.”
Muitas vezes ao longo dos anos eu olhei para o céu e dizendo:
- “Pai que estás fazendo?”.
Ele me respondia:
- “Estou bordando a tua vida.”
Então eu replicava:
- Porém se vê tão confuso, é uma desordem. Os fios parecem tão escuros, porque não são mais brilhantes?
O Pai parecia dizer-me:
- “Meu filho, ocupa-te do teu trabalho confiando em Mim e um dia trarei ao céu e te porei sobre meu colo e verás o plano desde minha posição. Um dia, você entenderá o que você não consegue entender hoje. Tenha paciência, filho. Daqui de cima, está ficando tão lindo... Confie em mim, então entenderás...”

Autor Desconhecido
Muitas vezes não entendemos o que está acontecendo em nossas vidas. As coisas são confusas, não se encaixam e parece que nada dá certo. É que estamos vendo o avesso da vida. Do outro lado, Deus está “bordando”...



Gostaria de ver o bordado tomando forma. 

sábado, 13 de junho de 2015

Você Partiu

Letícia
Você partiu, ficou dentro de mim aquela sensação de vazio...
 No primeiro momento acredito que eu entrei em choque, por isso não percebi a verdadeira força daquele momento....
 Chorei, gritei, perdi a voz, secaram as lágrimas, mas nada, nada adiantou, fecharam à tampa do caixão e te carregaram... 
Eu andei como se fosse empurrada por mãos invisíveis, uns choraram comigo, mas a dor, a dor era só minha só eu sabia o que me queimava por dentro...
 E você se foi...
 Em casa no primeiro dia longe de você, as lembranças bateram forte, me lembrava de você no berço, no meu colo, nas noites mal dormidas... Várias vezes eu tive a impressão de que trariam você para mim, tinha mesmo, assim de repente, e tudo fosse apenas um pesadelo...
 Tempo, bendito tempo, obrigado por ensinar-me que as pessoas não saem de nossa vida, nem com a morte, nem com a distância!
 Por isso a sua ausência Letícia é uma saudade gostosa, deixou de ser um adeus, para ser um “até breve”.
Na certeza de um reencontro, eu te digo novamente: “Eu te amo”.  E peço aos Anjos que te levem esse amor em forma de brisa suave, onde quer que você esteja. 
 Sua eterna mamãe que eternamente vive na sua presença.

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Meu eterno Namorado

Como hoje é dia dos namorados resolvi escrever umas poucas palavras a respeito do meu eterno NAMORADO, Papai da nossa linda anjinha.
Luiz, você representa tanta coisa pra mim que fica impossível descrever tudo aqui, você é muito mais que meu marido, você é meu amigo, meu companheiro, meu amante, meu protetor, minha metade, meu confidente, meu experimentador de sobremesas e bolos(kkk) e PAI DA NOSSA ANJINHA. Você faz meus dias ficarem felizes, você me faz sorrir...
 Diferentemente de mim, te vi chorar poucas vezes, sendo que o motivo sempre foi à perda da nossa anjinha e isso serviu para que eu te admirasse ainda mais.
 Te amo, te amo, te amo... obrigada por fazer parte da minha vida e por permitir que eu realizasse meus maiores sonhos: casar e ser mãe. 

Com certeza nossa anjinha lá do Céu nos Vê 
e fica feliz vendo nossa união,nossa paz e nosso amor!

Te encontrei no meu caminho, 
Foi tão só com o olhar
O meu corpo estremeceu 
Ao te encontrar
Tudo em volta clareou
De repente o ar parou
Não sentia mais o chão ao te beijar


Foi como um sonho, uma ilusão
Ao sentir o teu calor
Teu olhar me revelou 
Sentimentos de amor
Que nunca morreram
Pois a vida só juntou
O que o tempo separou 
Num passado que passou
Um amor que já existiu
Que nunca morreu


Foi promessa de amor
Que fizemos tempo atrás
Em outra vida que passou
Entre nós dois
Nos amamos de paixão
E a vida não nos separou
Mas o que Deus juntou
Ninguém vai separar


Tudo em volta clareou
De repente o ar parou
Não sentia mais o chão ao te beijar


E somos dois em um
Como a brisa e o mar
O bem e o mal
Que voltaram a se encontrar

Destinos Ivo Pessoa

quarta-feira, 10 de junho de 2015

É MUITO TEMPO...


3 ANOS E DEZ MESES SEM MINHA ANJINHA AQUI..
É MUITO TEMPO.
 QUANTA SAUDADE ACUMULADA...
SAUDADE DO QUE VIVI...
SAUDADE DO QUE NÃO VIVI..
MINHA PRINCESA... MINHA VIDA... 
MINHA FILHINHA AMADA

LETÍCIA TE AMO!

terça-feira, 9 de junho de 2015

Eu tenho muito orgulho de você

Letícia

Toda mãe tem orgulho de falar do seu filho!
Eu tenho muito orgulho de você minha princesa, você sabe voar!

Mamãe te ama! 


segunda-feira, 8 de junho de 2015

Bom dia!

Letícia
Bom dia minha anjinha linda...
Queria tanto te ter nos meus braços pra te proteger...
Sentir o teu cheiro de bebê...
Ouvir seu chorinho a me acordar...
Ter você só por mais um instante em minha vida!
Esteja sempre com o papai do céu a te proteger e a te guardar!Descrição: meuip.co

Te Amo!

domingo, 7 de junho de 2015

A dor da mãe que perdeu o filho

Soneto da mãe que perdeu o filho
A dor da mãe que perdeu o filho
Não é menor que a sombra do Sol no espaço,
 Não é menor que mil universos esparsos,
Não é dor só, é até alegria de tanto que dói,
tal qual o riso nervoso do homem cujo veneno presto corrói
todas as entranhas que logo somem.
A dor da mãe que perdeu o filho não é menor que a morte inteira,
tampouco é vida que se compõe.
Não faz sentido, só faz martírio, nem mesmo rima com o desespero
do mesmo filho que perde a mãe.

Desconheço autor

sábado, 6 de junho de 2015

Mostre-me que, através de minhas lágrimas, as cores do Seu arco-íris são muito mais brilhantes.

Era véspera do Dia de Ação de Graças.
Mas Sandra sentia-se muito infeliz quando entrou na floricultura.
Seu filho estaria nascendo se não o tivesse perdido em um acidente de automóvel...
Lamentava muito sua perda.
Não bastasse isso, ainda havia a possibilidade de seu marido
ser transferido.
E, para completar, sua irmã cancelara a visita que lhe faria
no feriado. Ação de Graças? Agradecer o que? - perguntou-se.
Uma amiga ainda tivera a coragem de dizer que o sofrimento
era uma dádiva de Deus, que fazia amadurecer e fortalecer...
Seus pensamentos foram interrompidos pela balconista, dizendo:

- Quer um arranjo tradicional ou gostaria de inovar com o que
eu chamo de Especial?
Está procurando algo que realmente demonstre gratidão no
Dia de Ação de Graças?
Sandra explicou que nada tinha para agradecer e a outra replicou, enfática:

- Pois tenho o arranjo perfeito para você.
Neste momento entrou uma cliente que viera pegar sua encomenda:
um arranjo de folhagens e longos e espinhosos caules de rosa.
Tudo muito bem arranjado, mas não havia nenhuma flor.
Sandra ficou pensando por que alguém pagaria por talos de rosa, sem flor.
- Este é o "Especial". Chamo-o de Buquê de Espinhos de
Ação de Graças
- explicou a balconista.
- Mas o que a levou a criar o buquê de espinhos?
- perguntou Sandra.
- Aprendi a ser grata pelos espinhos...
Sempre agradeci à Deus pelas boas coisas em minha vida
e nunca Lhe perguntei por que essas boas coisas aconteciam.

Mas quando vieram coisas ruins, eu chorei e gritei:
"POR QUE? POR QUE EU ?!".
Demorei para aprender que tempos difíceis são importantes
para a nossa fé e nosso fortalecimento.
Diante das dificuldades nos aproximamos de Deus
e valorizamos a vida e seus bons momentos.
Sandra lembrou do que sua amiga tinha lhe dito, e ponderou:
- Perdi meu bebê e eu estou zangada com Deus...
Neste momento entrou um homem na loja,
que também viera buscar um arranjo de talos espinhosos.
- Isto é para sua esposa? - perguntou Sandra, incrédula.
Mas por que ela quer um buquê que se pareça com isso?
Eu e minha esposa quase nos divorciamos,
mas com a graça de Deus, nós enfrentamos problema
após problema e salvamos nosso casamento.
O arranjo Especial nos lembra os tempos "espinhosos".
Etiquetamos cada talo com um dos problemas enfrentados
e damos graças pelo que ele nos ensinou.
Eu lhe recomendo o arranjo Especial!
- Não sei se posso ser grata pelos espinhos em minha vida.
É tudo tão recente...
A balconista respondeu, carinhosamente:
A minha experiência me mostrou que os espinhos tornam as rosas mais preciosas.
Apreciamos mais o cuidado providencial de Deus durante
os problemas do que em qualquer outro tempo.
Lágrimas rolaram pela face de Sandra.
- Levarei uma dúzia destes caules longos e cheios de espinhos,
por favor. Quanto lhe devo?

Nada. Nada além da promessa de que permitirá que Deus
cure seu coração.
O primeiro arranjo é sempre por minha conta.

A balconista sorriu e passou um cartão a Sandra.
- Colocarei este cartão em seu arranjo,
mas talvez você queira lê-lo primeiro.
E Sandra leu:
"Meu Deus, eu nunca agradeci por meus espinhos. 
Eu agradeci mil vezes por minhas rosas, 
mas nunca por meus espinhos. 
Ensine-me o valor de meus espinhos. 
Mostre-me que, através de minhas lágrimas, 
as cores do Seu arco-íris são muito mais brilhantes."

Letícia Te Amo!

sexta-feira, 5 de junho de 2015

O quê eu vou fazer para não sofrer

Letícia
“Depois que você foi embora
À solidão entrou trancou a porta
E não me deixa mais.

Eu já tentei sair
Tentei fugir, não consegui
Eu já não tenho paz.
Até o meu sorriso é tão sem graça
Não a nada que disfarça essa tristeza em meu olhar.

O quê eu vou fazer para te esquecer
O quê eu vou fazer para não sofrer
O quê eu faço para você voltar pra minha vida.

Vida vazia
Saudade sua
Dia nublado
Vento gelado
Noite sem lua.

Vida Vazia
De sentimento
Noite sem sono
No abandono
Eu não aguento.”
Vida Vazia

quinta-feira, 4 de junho de 2015

DOR...

Eu tenho uma dor dentro de mim que não consigo me livrar. É como se uma parte minha estivesse sendo dilacerada. Presa dentro desta esfera conflitante, temo que serei dilacerada por minha dor.
Partes do meu corpo, especialmente meu estômago e ventre, detém minha filha.
É como se eu estivesse sofrendo um ataque contra o qual só posso lutar conflitantemente; como a morte do meu mundo; como a destruição do meu passado, presente e futuro.
Tentei viver o presente como se você ainda estivesse viva, mas fui derrotada. Depois tentei viver como se sua morte não tivesse alterado de maneira irremediável a minha vida, mas também fui derrotada nesse esforço. Então agora sei que estou sendo atacada pelo meu luto e pela morte... Sou forçada a viver num mundo que não inclui a sua presença viva, nem a possibilidade dessa presença posso ter.

Posso escolher entre lamentar ou não esse fato, mas não tenho escolhas quanto a viver nesse mundo sem você.
Sua morte para mim, não foi somente a morte do seu corpo, ou de um ser particular, não foi muito mais, foi a morte do meu mundo constituído. O meu mundo temporal vivido dia a dia, mês a mês... Eu sinto sua falta terrivelmente...
No inicio estava abrigada pelo estado de choque, atordoada com a enormidade da minha perda, incrédula de que isso realmente tivesse acontecido comigo.
Nunca mais ....
Minha angústia em confrontar rejeitar, provisoriamente aceitar o significado desta finalidade estrutura meu luto.
Incorporei a sua morte como um vazio que não posso preencher. A sua inexistência é meu vazio. Agora, qual é o meu sentimento? O que eu sinto? É somente um vazio... Você se foi... Assim. Eu penso às vezes também, se você estaria doente, ou se nós o tivéssemos visto, você sabe, sabendo que nunca ia melhorar, eu não sei se isso teria feito alguma diferença.